Campanha para tentar eleger Rogério Marinho presidente do Senado conta com ameaças aos eleitores do senador Rodrigo Pacheco

O Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, durante cerimônia de sanção do novo Marco Legal do Saneamento Básico.

O site O Antagonista publicou que senadores alinhados com a candidatura à reeleição do presidente do Senado Rodrigo Pacheco tem recebido e-mails aleatórios que, em muitos casos, exigem que eles votem em Rogério Marinho, o candidato de Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, Rogério nega que esteja à frente desse movimento virtual.

Mas me diga: quem danado diria que estaria fazendo isso? Exigindo voto em troca de ameaças? Ninguém diria que sim, vamos combinar.

Veja a publicação:

Exclusivo: os e-mails bolsonaristas para tentar minar a candidatura de Rodrigo Pacheco

Wilson Lima

Senadores receberam inúmeras mensagens de militantes, influenciados por deputados federais da base do ex-presidente; situação constrangeu parlamentares.

Ao longo desta semana, senadores receberam inúmeros -mails da militância bolsonarista – alguns deles com ameaças – sendo pressionados a abandonar a candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para que eles votem em Rogério Marinho (PL-RN), candidato de Jair Bolsonaro na disputa pela Presidência do Senado.

Como mostramos mais cedo, essa atitude tem incomodado os senadores, que reclamam de assédio. Alguns deles chegaram a suspeitar que essa ação foi coordenada por Marinho, mas o futuro senador nega.

Em geral as mensagens – algumas delas estimuladas por deputados bolsonaristas – fazem críticas ostensivas ao trabalho de Rodrigo Pacheco.

 

“O senador Pacheco é um dos grandes responsáveis pelo que está acontecendo hoje no Brasil. Vamos ser inertes e ter que engolir”, escreveu uma pessoa identificada como Valfrido, em um dos e-mails aos quais O Antagonista teve acesso.

“O site da votação para o Senado está nos levando a crer que o seu posicionamento será a favor do Pacheco, espero que não seja oficial, por favor, não abandone o povo”, escreve outra eleitora chamada Luciana, em um destes e-mails.

Os parlamentares também tem recebido mensagens pelo WhatsApp, capitaneados por milícias digitais, em um processo de tentativa de assassinato de reputação do atual presidente do Senado.

Nas redes sociais, deputados eleitos como Gustavo Gayer (PL-GO) divulgaram um site com informações (inclusive contatos por e-mails) dos senadores que manifestaram apoio a Pacheco ou estão indecisos. O problema é que os senadores que já declararam votos em Pacheco começaram a receber e-mails incômodos e até ameaças veladas.

FONTE: thaisagalvao.com.br