‘Cansei de me calar’: Mulher publica foto para denunciar agressão do ex-marido

IG Notícias

159

Uma mulher de 31 anos, moradora da cidade de Araçariguama, usou as redes sociais para denunciar as agressões sofridas pelo seu ex-marido. Jackeline Mota postou em seu perfil no Facebook uma foto de seu rosto ensanguentado, afirmando que teve o nariz quebrado após agressão do ex-marido.

Jackeline explicou que foi agredida pelo ex, Carlos Henrique Evangelista de Oliveira, na frente dos filhos porque ele descobriu que ela estava namorando. “Cansei de me calar”, escreveu ela na publicação sobre a agressão do ex-marido que já recebeu milhares de curtidas e compartilhamentos.

“Durante 11 anos eu apanhei, fui humilhada, fui traída, e sempre ouvi que passava por isso, pelo que fiz ou deixei de fazer quando era solteira, porque eu saí com todos os homens de Araçariguama, porque todos falavam mal de mim”, escreveu a vítima em outra postagem.

Após a repercussão das publicações, Jackeline fez outra postagem para rebater comentários negativos e afirmou que “ninguém escolhe passar por isso, ninguém se sujeita a isso”.

“Vocês acham que eu gostava de apanhar? Vocês acham que eu era feliz sendo traída e ofendida com os piores nomes possíveis? E o pior, ver meus filhos presenciando tudo isto. Não, eu não gostava, e não era feliz com isso, por várias vezes tentei me separar, mas aí a perseguição era tanta, e não atingia só a mim, era meu trabalho, minha família, terceiros passando por situações constrangedoras , por um problema que era só meu, então diante das perseguições eu acabava voltando, até que depois de 11 anos encontrei forças em Deus para criar coragem e sair daquela situação”, escreveu Jackeline.

A moradora de Araçariguama contou que se separou há um ano e que o ex-marido havia parado de insistir para que eles voltassem, mas que usava os filhos para “infernizá-la”. “A hora que eu fui buscar meu filho que estava com ele, na casa dele, ele saiu na rua, abriu a porta do meu carro e me agrediu”, relatou.

Jackeline também fez um apelo para que outras mulheres que passam pelo mesmo problema não se calem. “Não tenham medo, se o medo for da morte, entendam que vocês que vivem uma situação desta dentro de casa, estão com a alma morta em um corpo que apenas existe, não vive”.