Cipriano Maia será ouvido pela CPI da Covid no RN no dia 2 de dezembro

O secretário de Estado de Saúde Pública, Cipriano Maia, prestará depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no próximo dia 2 de dezembro, confirmou o presidente da CPI, deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade). Ele explicou que Cipriano é investigado em 11, dos 12 contratos suspeitos de irregularidades envolvendo o governo estadual na gestão da pandemia no RN, com exceção do contrato de publicidade. O relatório final da CPI será entregue no dia 16 de dezembro pelo relator, deputado Francisco do PT.

Segundo Kelps, o depoimento do secretário da Saúde poderá esclarecer pontos duvidosos levantados durante a CPI, como o contrato do Consórcio Nordeste, que teve um capítulo especial no último dia 10, quando o proprietário da empresa Biogeoenergy, Paulo de Tarso Carlos, revelou parte do esquema organizado de propinas, em sessão secreta da CPI. Além de afirmar sofrer ameaças de morte, Paulo prometeu revelar fatos que não estão no inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) somente na presença do procurador-geral da República, Augusto Aras.

“O secretário será ouvido por último porque precisávamos ter acesso aos documentos, testemunhas, quebras de sigilo e porque agora temos perguntas, dúvidas que antes não tínhamos. Foi um acordo entre todos os membros da CPI, de convocá-lo apenas no final de tudo, para que ele possa esclarecer os pontos que ainda estão pendentes. Cipriano vem na condição de investigado, pois alguns atos que ele cometeu possuem claras evidências de improbidade administrativa e ele tem todo o direito de se defender, com prerrogativas jurídicas de um investigado”, explicou o presidente da CPI.

Kelps afirmou que, caso sejam confirmados os atos de improbidade administrativa por parte do secretário, este poderá perder o cargo ou função pública, ficar proibido de ser contratado pelo Estado e devolver o dinheiro, por exemplo. E que, no caso do contrato do Consórcio Nordeste, há os crimes de improbidade administrativa e o de corrupção, que estão evidenciados por documentos. “O secretário é investigado, não quer dizer que é culpado. Embora a situação dele seja bem complicada”, falou.

Agora RN