Coronel Azevedo é eleito presidente da CPI da Arena das Dunas

O deputado estadual Coronel Azevedo (PSC) foi eleito por unanimidade para assumir a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para investigar o contrato entre o Governo do Estado e a Arena das Dunas.

O primeiro encontro da Comissão foi nesta sexta-feira (29) para definir presidência e relatoria. Além do Coronel Azevedo, a comissão é formada pelos deputados Sandro Pimentel (PSOL), Isolda Dantas (PT), Allyson Bezerra (Solidariedade) e Tomba Farias (PSDB).

Durante a reunião, também ficou definido que a vice-presidência será ocupada pelo deputado Tomba Farias e a relatoria da CPI ficará com o deputado Sandro Pimentel. As reuniões serão realizadas às segundas-feiras e dia 8 de junho, às 16h, vão se encontrar oficialmente para dar andamento aos trabalhos.

Com formação definida na semana passada, a CPI da Arena das Dunas vai apurar as condições em que o contrato foi elaborado, a atual execução, assim como os possíveis prejuízos ao erário público em decorrência desse acordo.

Presidente eleito, o deputado Coronel Azevedo sugeriu que fossem chamados para participar das reuniões da CPI o Ministério Público Estadual e Federal, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Consórcio Arena das Dunas, Controladoria-Geral do Estado, e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).

Na auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado (Control), foi apontado que o Governo estadual teria desembolsado aproximadamente R$ 110 milhões a mais do que deveria ter sido pago à Arena das Dunas.

Além disso, Coronel Azevedo tem lembrado o calote sofrido por policiais militares e operadores da Segurança Pública que ainda não receberam valores devidos em diárias operacionais à época da Copa do Mundo, em 2014. “Foram R$ 2 milhões que ninguém sabe o destino que teve. É preciso que isso também seja apurado”, afirmou.

Os valores de repasses fixos e variáveis à Arena, que são de aproximadamente R$ 10 milhões são contestados pela Control, que sugeriu ao Executivo estadual suspender o pagamento de parte dos recursos.