Deputada Larrisa Rosado defende que concurso público pode melhorar a segurança no Estado

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Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 06, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) requereu do Governo do Estado, a realização de concurso público para Polícia Civil do estado do Rio Grande do Norte.
Segundo o Atlas da Violência divulgado nesta terça-feira, o RN é um dos estados que mais aumentaram o número de homicídios no país. Em 2006, o Rio Grande do Norte tinha a terceira menor taxa de homicídios do Brasil. Uma década depois, o estado se tornou o terceiro mais violento na federação. O crescimento de 256,9%, na taxa de homicídio para cada 100 mil habitantes foi o maior do país.
O Rio Grande do Norte também encerrou a década estudada pelo Atlas da Violência com a segundo maior taxa de mortes de jovens entre 15 e 29 anos. São 125,6 a cada 100 mil habitantes nessa idade. O estado ficou atrás apenas de Sergipe, com 142,7. A maioria é formada pelos homens. Em 2016, 60,8% das vítimas de mortes violentas eram jovens potiguares. Do total de 1.854 mortos naquele ano, 1.129 tinham entre 15 e 29 anos.
De acordo com a deputada, o aumento na escalada da violência pode ter como um dos seus agentes causadores a desestruturação da Polícia Civil. A falta de agentes, escrivães e delegados, somados aos baixos repasses feitos pelo Governo Estadual são os principais problemas enfrentados pela categoria.
“A falta de efetivo aliado a falta de estrutura para realização do trabalho da Polícia Civil reflete de forma negativa em todo o estado. As delegacias de plantão no interior do estado foram fechadas, de modo que funcionam normalmente até as 18h, e nos finais de semanas e feriados as mesmas encontram-se fechadas. Deixando a população totalmente desamparada”, assevera.
Ainda em sua justificativa, Larissa diz que tal medida é prejudicial não somente a população, mas também aos agentes que, já estando em número abaixo do necessário para abranger todo o estado, ainda precisam deslocar-se entre as cidades vizinhas quando forem acionados por alguma ocorrência.
“Os esforços da Polícia Civil são notórios, mas é necessário um maior apoio ao órgão”, lembra.