Dodge não se candidata para disputar recondução à PGR

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A Associação Nacional dos Procuradores da República encerrou a lista de candidatos à lista tríplice para o cargo de procurador-geral da República, nesta quarta-feira, 15, sem o nome de Raquel Dodge, atual chefe do Ministério Público Federal – isso, no entanto, não impede que ela seja a escolhida para um eventual segundo mandato.

Após as eleições internas, marcadas para 18 de junho próximo, os três nomes mais votados serão levados ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem a Constituição confere a prerrogativa de indicar o ocupante da cadeira.

Cabe ao presidente da República escolher, a cada dois anos, o procurador-geral da República. Ele não é obrigado a indicar um nome da lista tríplice. A atual procuradora-geral pode concorrer por fora, assim como, por exemplo, o subprocurador-geral Augusto Aras.

A lista dos que aspiram o topo da instituição é esta:

1) José Robalinho Cavalcanti, atual presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.
2) Lauro Cardoso, procurador regional, foi paraquedista do Exército e secretário-geral do Ministério Público da União.
3) Blal Dalloul, procurador regional, foi secretário-geral na gestão Rodrigo Janot.
4) José Bonifácio da Andrada, ex-vice da gestão Janot.
5) Luiza Cristina Frischeisen, subprocuradora-geral.
6) Vladimir Aras, procurador regional.
7) Mário Luiz Bonsaglia, subprocurador.
8) Paulo Eduardo Bueno, subprocurador
9) Antonio Carlos Fonseca Silva, subprocurador.
10) Nívio de Freitas, subprocurador.

O mandato de Raquel se encerra em setembro. A eleição da lista tríplice ocorre em 18 de junho. Os candidatos farão o primeiro debate público na sede da Procuradoria Regional da República no Pará, em Belém, na segunda-feira (20), às 15h.

Desde 2003, primeiro ano da era Lula, nomes eleitos em lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República são entregues ao presidente da República, que tem indicado o chefe da Instituição, independente da colocação no pleito interno.

O primeiro procurador-geral escolhido por Lula foi Cláudio Fonteles, que permaneceu no cargo entre 2003 e 2005. Ele foi sucedido por Antonio Fernando de Souza (2005-2009), Roberto Gurgel (2009-2013), Rodrigo Janot (2013-2017) e a atual procuradora-geral, Raquel Dodge. Todos foram conduzidos ao cargo com base na lista tríplice da ANPR.

Estadão Conteúdo

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