Em seis anos, Petrobras fecha quase 7 mil vagas de emprego no RN

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Uma relação iniciada no início dos anos 1950 já não é mais a mesma quase 70 anos depois. Após explorar os campos de petróleo em terra descobertos no Rio Grande do Norte a partir da década de 1970 quase à exaustão, a Petrobras iniciou um processo de cortes que reduziu investimento, produção de petróleo e gás e mão de obra efetiva e terceirizada no Rio Grande do Norte. Somente de 2012 a 2018, a queda nos investimentos da companhia no Estado caíram R$ 931,7 milhões (63,03%). No mesmo período, a empresa cortou 6,9 mil postos de trabalho de funcionários efetivos e terceirizados que atuavam, principalmente, nos campos do Oeste potiguar. De olho no pré-sal, cuja produção é maior e consequentemente mais rentável, a Petrobras colocou polos de produção maduros no RN à venda.

Os dados acima foram repassados com exclusividade à TRIBUNA DO NORTE pelo Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (Sindipetro/RN). Eles foram extraídos, via Lei de Acesso à Informação, do Sistema Eletrônico de Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC).  Procurada via assessoria, a Petrobras não respondeu aos questionamentos  enviados pela reportagem até o fechamento desta edição. Fontes da TN junto à estatal confirmaram, entretanto, que há um plano de redução extrema das atividades da empresa no Estado, reforçado pelo presidente Roberto Castello Branco semana passada.  No RN, a Petrobras deverá se concentrar somente nas atividades desenvolvidas no Ativo Industrial de Guamaré, onde está situada a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC).

“Há uma esvaziamento completo. A Petrobras sempre esteve numa corda bamba no Rio Grande do Norte. As iniciativas para a saída do Estado não são recentes. Isso se comprova com a queda nos investimentos, que é o que gera emprego com o aumento da perfuração de poços de petróleo. A curva da produção de petróleo, em queda, segue esse raciocínio”, declara o secretário-geral do Sindipetro/RN, Pedro Lúcio Góis.

Na última década, o auge de investimentos feitos pela Petrobras nas unidades de produção e beneficiamento de petróleo no Estado ocorreu em 2011, quando foram investidos R$ 1,885 bilhão. Em 2018, o volume recuou para R$ 546,3 milhões. Em relação ao número de trabalhadores (efetivos e terceirizados), em 2012 eles eram 2.837 e 12.660 respectivamente. Em 2018, não passaram de 1.750 entre os servidores próprios e 6.779 entre os prestadores de serviços contratados via empresas diversas. Queda acumulada de 44,96% – quase o dobro da registrada nos níveis nacional e internacional da companhia que, no período em análise, reduziu o efetivo em 25,51%.

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TRIBUNA DO NORTE

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