Empresário havia elogiado Bolsonaro e criticado o MCJ e Moro no Rádio

MH - Antes de ser baleado gravemente em Martins, Márcio Simone gravou programa de rádio elogiando o São João de Martins, criticando o MCJ, elogiando Bolsonaro e dizendo que quem não vê parcialidade nas atitudes de Moro, "pode botar uma cangaia”.

O comerciante Márcio de Simone, baleado no início da tarde desta segunda-feira (24), em frente em sua residencia, na cidade de Martins, já foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia. Ele deu entrada na unidade no final da tarde e, segundo informações do hospital, já encontra-se na sala de cirurgia.

O comerciante, minutos antes de ser baleado gravemente, elogiou o São João de Martins/RN, disse que discorda do formato do Mossoró Cidade Junina, elogiou o presidente Bolsonaro por demitir o presidente da Embratur, e fez considerações duras com relação ao comportamento do ex-juiz Sérgio Moro na condução da Lava Jato.

“Quem não vê parcialidade, pode botar uma cangaia”, diz o Márcio de Simone em seu programa na principal rádio da região ao meio dia deste segunda-feira, minutos antes de ser baleado gravemente na porte de casa. Sobre o São João de Martins, Márcio elogiou a prefeita Olga Fernandes por fazer uma fez simples, mas que agradou a todos.

Destacou que não concorda com o modelo que é realizado o MCJ, quando a Prefeitura gasta fortunas para contratar bandas e estruturas para festas ao ar livre. Segundo ele, o melhor seria contratar bandas de renome, mas que deveria muito interessante cobrar um valor simbólico a cada um para ter acesso a este festa. “Todos iriam pagar”, disse.

“Disseram que o Pingo da Mei Dia tinha 200 mil pessoas. Imagine aí se cada um pagasse apenas R$ 5,00 para brincar? Seriam arrecadados aí R$ 1 milhão de reais, que poderia ser convertido pelo gestor em um benefício na saúde ou educação do município, comprando insumos para a saúde ou ampliando a estrutura na educação.

Sobre o principal tema nacional em discussão, Márcio de Simone elogiou Bolsonaro com relação demissão do presidente da Embratur, quando este tentou contratar Alceu Valença por R$ 290 mil, e disse que quem não viu parcialidade na atuação de Sérgio Moro na condução da Lava Jato pode “botar uma cangaia”.

Assista o vídeo na íntegra

Investigação

O delegado Aroldo Sales, disse a reportagem do MOSSORÓ HOJE que ainda não tem uma linha de investigação definida para apurar o caso do ataque a tiros ao comerciante Márcio de Simone.

Vai analisar todas as vertentes possíveis, para chegar a uma linha de investigação. Dentro deste contexto, o delegado deve analisar o conteúdo divulgado pelo comerciante no programa de rádio.