“Lamento a postura de terror”, diz General Girão sobre atuação do PT diante da pandemia

AGORA RN - Deputado criticou a governadora Fátima Bezerra (PT), defendeu a reabertura da atividade econômica no país e disse que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não cometeu crime ao tentar interferir na PF

Em entrevista à rádio 97 FM na manhã desta segunda-feira (25), o deputado federal General Girão (PSL-RN) teceu críticas à governadora Fátima Bezerra (PT-RN) e aos partidos de oposição (em especial, o PT), que, na opinião dele, tentam minar o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em meio à pandemia do novo coronavírus.

Segundo o parlamentar, o objetivo dos partidos de esquerda é aumentar exponencialmente a inflação e atrasar salários para prejudicar Bolsonaro. Ele atribuiu o isolamento social como causa desses problemas. General Girão também se posicionou contrário à postura do Governo do Estado sobre as ações adotadas no Rio Grande do Norte como meio de enfrentamento à pandemia e disse que existe uma postura de terror adotada por alguns integrantes do governo.

“Lamento a postura de terror pregada por um integrante da área da Saúde no estado que disse que nós teríamos 11 mil mortes no final de abril. E esse número, graças a Deus e ao trabalho de alguns, não está tão alto. É muito menor do que as mortes por Crimes Violentos Letais Intencionais”, afirmou.

O deputado esclareceu ainda que mantém um posicionamento firme sobre o que chama de velha política e que, por isso, não deve se apresentar, a princípio, como candidato a Governo do Estado por causa da crise sanitária que o país enfrenta.

“Estou trabalhando não missão que me foi atribuída com mais de 81 mil votos, como deputado federal. Se no futuro a população achar que devo participar de outro tipo de eleição, aceitarei a vontade do povo. Mas é cedo para, no meio de uma pandemia, apresentar meu nome para um cargo no estado. Eu não vou fazer isso. Não é do meio feitio, porque isso é velha política.

Governo do Estado

Durante a entrevista, o deputado não poupou críticas à Fátima Bezerra (PT-RN) e citou a paralisação de obras no estado como um dos fatores que, segundo ele, colocam a gestão da governadora sob má avaliação.

“O Governo do Estado mandou parar as obras da Barragem de Oiticica depois de ter recebido R$ 50 milhões do Governo Federal. Só agora a empresa responsável está retomando os trabalhos, mas com uma velocidade muito pequena porque foram impostas condições para quem trabalha ao ar livre”, relatou.

A crítica do deputado refere-se, nesse sentido, às ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, adotadas pela gestão estadual, e que afetou os trabalhadores da obra da barragem, paralisada em 25 de março e retomada na última quarta-feira (20).

“Não deveria haver restrição para isso.  Os funcionários estão trabalhando com um terço da carga. Oiticia já tem sete anos de construção e só vai ser concluída no meio do próximo ano se nenhuma outra paralisação acontecer. O governo tem a cara de pau dizer que parou a obra porque pessoas dos movimentos atingidos pela barragem argumentaram que poderiam ser contaminados com os empregados, mas a maioria dos que trabalham lá são moradores da própria região”.

Reunião de Bolsonaro

O deputado também falou sobre a reunião entre o presidente Jair Bolsanaro e ministros que aconteceu no dia 20 de abril. O encontro gerou reações após a divulgação do vídeo da reunião, motivada por denúncias feitas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, de que Bolsonaro queria interferir na Polícia Feral.

General Girão disse que o clima em Brasília é tenso e que Bolsonaro achou que estava numa reunião de ministros de confiança. “É preciso ‘destensionar’ esse clima, porque a governabilidade precisa acontecer. Somos o único país do mundo, onde, por causa da pandemia estão movendo um processo de impeachment contra o presidente”.

O parlamentar aproveitou o ensejo para criticar também o ex-presidente Lula. “É lamentável que ainda haja espaço para esse Macunaíma, que torce para o vírus. É um herói sem caráter”.

General Girão afirmou ainda que Bolsonaro não cometeu crimes ao tentar interferir na superintendência da PF. “É tudo definido pela caneta do presidente. Ele cobrou outro inquérito do então ministro, Sérgio Moro, e não teve retorno”, diz referindo-se à investigação sobre o atentado sofrido pelo presidente em 2018, quando foi esfaqueado. “A mudança da superintendência da PF foi legítima. O Bolsonaro não agiu fora da Constituição”, acrescentou.

Covid-19

Quanto às ações de enfrentamento à Covid-19, General Girão foi enfático ao defender a reabertura do país, sob risco de caos na economia caso a retomada da produção seja adiada por mais tempo.

“Gostaria de deixar como exemplo o que estados como Rio Grande do Sul, Paraná e santa Catarina estão fazendo, com a abertura do comércio e de fábricas, sob princípios de higiene e de proteção durante o trabalho. É assim que tem que ser. O Brasil não pode parar. A gente tem que salvar vidas, empresas e empregos”.