Operação desarticula quadrilha que assaltou banco em Macaíba

PORTAL NO AR - Ataque ao Banco do Brasil foi realizado em 12 de julho de 2018

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Novo cangaço. Assim a Polícia Civil do Rio Grande do Norte definiu o modo de ação de uma quadrilha especializada em roubos a bancos em estados do Nordeste. Nesta sexta-feira (8), foi deflagrada a Operação Ariús, após sete meses de investigações. Ao todo, 15 integrantes do grupo criminoso foram identificados.

Desses, segundo o delegado Erick Gomes, titular da Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deicor), 11 foram detidos, dois são adolescentes e outros dois ainda estão foragidos. As apurações começaram um dia após ao assalto ao cofre central e aos caixas eletrônicos do Banco do Brasil de Macaíba, na Grande Natal, em 12 de julho de 2018. No crime, a quadrilha conseguiu levar R$ 1,1 milhão.

Já no dia seguinte ao ataque, quatro suspeitos foram presos na Paraíba. Com eles, os policiais paraibanos encontraram armas e R$ 163 mil que haviam sido roubados no RN. “A base da quadrilha é toda na Paraíba. Nós tivemos apoio da Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande e de João Pessoa para ter êxito na investigação”, contou Gomes em entrevista coletiva.

Com a recuperação de apenas 10% do total do dinheiro roubado, o delegado acredita que os homens utilizaram o resto do valor também para comprar novas armas e mais drogas. “Como é de praxe, devem ter comprado novos fuzis, munições, explosivos e drogas”, comentou.

Dos 13 detidos na operação Ariús, sete já estavam em presídios na Paraíba, outros dois em presídios federais. Entre os menores, um deles é de Macaíba. O outro é filho de um dos principais nomes da quadrilha.

No ataque à agência bancária na Grande Natal, os criminosos ainda atiraram contra a base da Polícia Militar, queimaram carros e ainda espalharam grampos nas ruas para impedir a ação policial.

Ariús é um nome indígena que, segundo o delegado, deu origem ao nome da cidade de Campina Grande, uma das principais cidades da Paraíba.