Pedreiro acusado de matar e enterrar menina de 12 anos em Natal vai a júri popular, decide juíza

G1RN - Audiência de instrução e julgamento de Marcondes Gomes da Silva foi realizada nesta quarta (24). Iasmin Lorena foi assassinada porque se recusou a ter relações sexuais com o acusado.

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O pedreiro Marcondes Gomes da Silva, de 45 anos, acusado de matar a estudante Iasmin Lorena Pereira de Melo, de 12 anos – crime ocorrido em março do ano passado na comunidade da África, no bairro da Redinha, Zona Norte de Natal – vai a júri popular. A data do julgamento, no entanto, ainda será marcada. Até lá, o réu continua preso.

A decisão foi tomada pela juíza Ingrid Raniele Farias Sandes, da 2º Vara Criminal de Natal, em audiência de instrução e julgamento realizada na manhã desta quarta-feira (24) no Fórum Miguel Seabra Fagundes, na Zona Sul da cidade. Além do réu, 6 testemunhas foram ouvidas pela magistrada (dentre elas Ingrid Araújo, mãe de Iasmin). Um filho do acusado não compareceu.

Ingrid Araújo, mãe de Iasmin, também participou da audiência  — Foto: Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi

Ingrid Araújo, mãe de Iasmin, também participou da audiência — Foto: Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi

Acusação

Marcondes vai responder pelos crimes de homicídio doloso triplamente qualificado (motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e emprego de meio cruel), estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. “Nossa expectativa é que ele seja condenado e tenha uma pena fixada acima de 20 anos”, disse o advogado Emanuel Grilo, assistente de acusação.

Negação

Durante a audiência, Marcondes se recusou a comentar as acusações. Disse que só vai falar durante o julgamento, mas negou os crimes apesar de ter confessado a morte da menina logo após ser preso.

Iasmin Lorena tinha 12 anos — Foto: Arquivo da Família/cedida

Iasmin Lorena tinha 12 anos — Foto: Arquivo da Família/cedida

Confissão

Vista pela última vez com vida no dia 25 de março de 2018, o corpo de Iasmin foi encontrado um mês depois. A menina foi estrangulada com um cabo de aço de bicicleta e enterrada no terreno de uma casa em construção.

Marcondes, que era amigo da família da menina, foi preso no dia 26 de abril, dois dias após o corpo ser encontrado por cães farejadores da Polícia Militar. O pedreiro foi localizado em uma praia no município de Touros, no Litoral Norte do estado.

Marcondes Gomes da Silva, no dia em que foi preso no litoral potiguar — Foto: PM/Divulgação

Marcondes Gomes da Silva, no dia em que foi preso no litoral potiguar — Foto: PM/Divulgação

Ao ser detido, Marcondes admitiu ter matado Iasmin. Ele contou que agiu sozinho, e disse que matou a menina após ela se negar a ter relações sexuais com ele. O pedreiro ainda passou um tempo na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, mas em setembro do ano passado foi transferido para a Penitenciária Estadual de Parnamirim.

O desaparecimento

Iasmin foi vista com vida pela última vez por volta das 13h do dia 28 de março do ano passado. De acordo com a família, a menina saiu de casa, na Rua José Acácio de Macedo, na comunidade da África, na Redinha, para entregar um dinheiro a uma vizinha a pedido da mãe. Porém, ela não chegou ao destino. A mulher que receberia o dinheiro mora em uma rua próxima, e disse que a menina não apareceu por lá. A família então procurou a polícia e registrou o desaparecimento da garota. Foi quando começaram as buscas por Iasmim.

Corpo encontrado

No dia 24 de abril, quase um mês depois do desaparecimento, cães farejadores do canil do Batalhão de Choque da Polícia Militar ajudaram a encontrar o corpo da menina. O cadáver estava enterrado dentro uma casa inacabada na rua José Acácio de Macedo, a mesma onde Iasmin morava com sua família.

Identificação

O corpo de Iasmin só foi oficialmente identificado 56 dias depois de ser encontrado. Foi preciso um exame de DNA, pois o cadáver estava em avançado estado de decomposição. Somente então pôde ser liberado para a família e sepultado.

Corpo de Iasmin foi sepultado 56 dias após ser encontrado — Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi

Corpo de Iasmin foi sepultado 56 dias após ser encontrado — Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi

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